O Instituto Educacional Piracicabano (IEP) da Igreja Metodista comemora 45 anos de criação dos primeiros cursos superiores: economia, contabilidade e administração de empresas, implantados em 1964 e conhecidos como ECA. Nesta celebração, o site traz uma entrevista com um ex-aluno da época, o piracicabano Pedro Luiz da Cruz, 55, atual diretor financeiro da Femaq Fundição, Engenharia e Máquinas Ltda de Piracicaba e que na Unimep fez o curso de contabilidade.
Além de contabilista, Cruz tem uma sólida experiência no campo de administração de empresas; está há 25 anos à frente da direção da empresa. Em 2006, foi reconhecido como o industrial do ano pela Associação Comercial e Industrial de Piracicaba (Acipi). Além das atividades profissionais, é atuante em iniciativas de cunho social. Por elas, recebeu em 2004, o título de Piracicabanus Praeclarus, conferido pela Câmara de Vereadores. Confira os melhores trechos da entrevista:
Acontece Unimep – Por que escolheu a Unimep?
Pedro Cruz – Sempre tive um carinho muito grande pela instituição. Sabia que aqui encontraria um lado que valorizo muito, que é o lado espiritual e não só a formação profissional.
Acontece – A Unimep comemora 45 anos dos cursos superiores. Como é fazer parte dessa história?
Cruz – É um orgulho. A Unimep representa tudo em minha formação profissional. Foi onde recebi toda a formação e a informação para ser um bom profissional e um bom cidadão.
Acontece – Que dicas daria para um recém-formado?
Cruz – Que nunca pare de estudar e esteja em constante aperfeiçoamento. As crises que enfrentamos hoje prova que o que gera riqueza é trabalho, o resto é especulação. E também que, ao lado da ambição de um bom emprego, ele mantenha iniciativas voluntárias em benefício de alguém ou da comunidade. Essa tendência será cada vez maior. A preocupação social hoje faz diferença num currículo. Sei de várias empresas locais que valorizam essas iniciativas voluntárias.
Acontece – Como avalia o atual mercado de trabalho de Piracicaba?
Cruz – Na área de administração, Piracicaba vive um bom momento. No entanto, na área de contabilidade, noto que há uma evasão de profissionais. Não houve um crescimento nesse campo e a tendência não é só em Piracicaba, mas em todo o país. Sei disso, porque conheço muitos escritórios de contabilidade e como empresário, achar um bom contabilista está difícil. Tenho amigos que perderam funcionários por propostas melhores de escritórios concorrentes.
Acontece – Qual é a principal motivação nas iniciativas voluntárias de que participa?
Cruz – É o desejo de colaborar mesmo, temos de manter a sensibilidade. Hoje, não é possível mais ficar dissociado do bem comum. Acredito que tal como o direito de se ter um trabalho, todos devem participar do dever de contribuir com a comunidade. E não apenas criticar, você tem de participar mesmo, sugerir idéias e cobrar as necessidades. À noite, se não tenho compromissos, vou à Câmara acompanhar os trabalhos políticos.
Acontece – Qual foi o seu maior projeto de vida?
Cruz – Minha família e minha filha.
Acontece – Quais são seus planos para o futuro?
Cruz – É deixar a Femaq e as suas unidades cada vez mais sólidas. Além disso, penso também em atuar mais fortemente em benefício da comunidade. Peço a Deus que me dê saúde e tempo disponível para essas atividades.
Acontece – O senhor tem aspirações políticas?
Cruz – Fui convidado várias vezes para assumir secretarias municipais, mas não aceitei. Acho que ainda tenho muito a fazer pela Femaq. No entanto, num futuro talvez considere essa possibilidade, quando meus compromissos profissionais estiverem mais tranquilos.
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Fotos: Fábio Mendes




